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		<title>Sindivestuário - Content Channel</title>
		<description>Sindivestuário Content and Resources, Articles &amp; News &amp; Forums.</description>
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<item><title>Setor têxtil pede proteção</title><description><![CDATA[ <P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>O setor têxtil, com suas diferentes entidades representativas, esteve reunido na última terça-feira para traçar as diretrizes do que pode dar origem ao pedido de salvaguarda mais abrangente elaborado por um segmento da indústria nacional. A salvaguarda é um instrumento temporário de proteção comercial. Nesse caso específico, o setor têxtil pretende pedir ao governo federal proteção geral contra todas as importações de produtos de confecção – que se segmenta basicamente em vestuário e roupas para cama, mesa e banho – que entram no País.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Segundo Ronald Moris Masijah, presidente do Sindicato do Vestuário (Sindivestuário), o pedido de salvaguarda geral será encaminhado formalmente ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda neste mês, acompanhado de um estudo. "Estamos reunindo o setor para elaborar um estudo completo que mostre os prejuízos que as importações causam à indústria têxtil nacional", disse Masijah. "Esse foi o pedido feito por Mantega para nos oferecer proteção comercial", completou.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>No ano passado, a balança comercial do setor têxtil fechou com déficit de US$ 4,749 bilhões, resultado do acúmulo de US$ 6,171 bilhões importados, contra US$ 1,421 bilhão exportados. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Do total de produtos têxteis importados no ano passado, US$ 1,721 bilhão corresponderam a vestuário. Esse valor representou avanço de mais de 60% em relação às importações do setor de 2010, que foram de US$ 1,073 bilhão.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Caso o instrumento de proteção seja acatado pelo governo federal, ele atingirá basicamente a China (veja texto ao lado). Do total de vestuário importado no ano passado, US$ 1,039 bilhão foi proveniente da China.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Discussão – A necessidade de proteção comercial ampla para o setor têxtil é debatida desde o fim do ano passado com o ministro Mantega. À época, a indústria têxtil propôs ao ministro um regime tributário simplificado – aos moldes do Simples Nacional – específico para a indústria têxtil.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Segundo Masijah, com o aumento da importação e a elevada carga tributária do País, "as empresas do setor estão acabando com suas unidades fabris e se pulverizando em pequenas oficinas". Dessa maneira, elas poderiam se beneficiar do Simples Nacional. "O problema é que com essa estratégia perdemos escala de produção, justamente o oposto da China", explicou.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><FONT face=Verdana><FONT size=2><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt">Para o presidente do Sindivestuário, um regime simplificado para o setor, abrangendo empresas de todos os portes, estimularia a recuperação dos grandes parques fabris têxteis. "Mas o ministro apenas disse que pensaria na proposta e nos ofereceu a possibilidade da salvaguarda geral, pela qual estamos trabalhando agora", afirmou Masijah.<BR><BR><BR></SPAN><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt">Salvaguarda é caminho polêmico</SPAN></STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p></o:p></SPAN></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>As medidas de salvaguarda são um caminho polêmico para a proteção da indústria nacional. Embora sejam previstas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), por se tratar de uma ação unilateral, costumam ser vistas com maus olhos pelos especialistas em relações internacionais. Para o ex-embaixador do Brasil na China Luiz Augusto de Castro Neves, atual presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), "embora válidas, as salvaguardas são um caminho mais simples para governo e indústria tratarem de problemas mais complexos".<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Segundo o ex-embaixador, o governo deveria aumentar a competitividade da indústria nacional, reduzindo a carga tributária do País, e simplificar a legislação trabalhista, que hoje onera as empresas. Por sua vez, ele aponta que as empresas deveriam investir mais em tecnologia para se manterem competitivas. "No período em que permaneci na China, ouvi muitas vezes de representantes do governo chinês:  não temos culpa se o Custo Brasil é elevado ", lembra Neves.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Caso o pedido de salvaguarda do setor têxtil seja aprovado, ele atingirá basicamente os produtos chineses. Neves lembra que a OMC permite que salvaguardas sejam adotadas contra a China enquanto o país estiver em período de adequação às normas do organismo que regula o comércio mundial. A previsão é que a China se enquadre às normas da OMC até 2016.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT size=2 face=Verdana>Entretanto, o ex-embaixador diz que poucas vezes esse tipo de medida foi adotado por outras economias contra o país asiático. "Até hoje o Brasil nunca adotou uma salvaguarda contra a China, apenas outras medidas, como antidumping." Um dos motivos é a possibilidade de retaliação. "Por ser uma medida unilateral, as salvaguardas estão sujeitas a retaliação, em especial no campo político", afirma Castro Neves.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT size=2 face=Verdana></FONT></SPAN>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white"><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Fonte: <FONT color=#000000>Diário do Comércio<o:p></o:p></FONT></FONT></FONT></SPAN></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3793</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Atividade do comércio recua 1,6% em janeiro, mostra Serasa Experian</title><description><![CDATA[ <DIV class="node-body first last">
<P class=first><FONT face=Verdana><FONT size=2><STRONG class="first last">SÃO PAULO</STRONG> – O movimento nas lojas em todo o Brasil recuou 1,6% entre dezembro e janeiro, já descontadas as influências sazonais, aponta levantamento da Serasa Experian. Esta foi a primeira retração mensal no indicador após três meses consecutivos de alta.</FONT></FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A queda foi puxada pelo segmento de veículos, motos e peças, diante da baixa de 2,9% no movimento dos consumidores nas lojas especializadas. Houve redução também na procura por tecidos, vestuário, calçados e acessórios, de 1,7%.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Para a Serasa Experian, o aumento do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para carros importados impactou o fluxo dos consumidores nas lojas do ramo em janeiro. “Além disso, as fortes chuvas, especialmente no centro-sul do país, atrapalharam o movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, levando este segmento do varejo a antecipar a liquidação de verão neste ano, o que normalmente acontece somente após o carnaval”, ressalta a instituição em relatório.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Já na comparação com janeiro de 2011, a atividade no comércio aumentou 6,4% no mês passado. “Este resultado sinaliza que, em 2012, dificilmente a atividade varejista irá superar o crescimento de 8,7% verificado no acumulado do ano de 2011”, afirma a Serasa Experian.</FONT></P>
<P class=last><EM class="first last"><FONT size=2 face=Verdana>(Francine De Lorenzo | Valor)</FONT></EM></P>
<P class=last><A href="http://www.valor.com.br/brasil/2515272/atividade-do-comercio-recua-16-em-janeiro-mostra-serasa-experian"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/brasil/2515272/atividade-do-comercio-recua-16-em-janeiro-mostra-serasa-experian</FONT></A></P></DIV> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3792</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Governo aposta em em central para coibir importações irregulares</title><description><![CDATA[ <FONT size=2 face=Verdana>A Receita Federal inaugura neste mês, no Rio de Janeiro, o Centro Nacional de Gerenciamento de Risco, uma unidade especializada em fiscalização das operações de comércio exterior com foco nas atividades de importações de mercadorias subfaturadas ou com indícios de prática de dumping.</FONT>
<P><FONT size=2 face=Verdana>O subsecretário de Aduana, Ernani Argolo, informou que uma das atribuições do Centro Nacional de Gerenciamento de Risco será operar em conjunto com os setores econômicos mais afetados por importações ilícitas.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Em 2011, os fiscais da Receita Federal iniciaram operações preliminares de gerenciamento de risco nas fiscalizações das importações de vestuário e calçados. Essas operações foram feitas a partir de uma atuação conjunta dos fiscais com as empresas da indústria têxtil e fabricantes de calçados.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>No ano passado, as apreensões de vestuário importado em operações ilícitas de comércio exterior atingiram R$ 92,9 milhões, 35,7% maior que o registrado em 2010. As retenções de calçados somaram R$ 10,6 milhões, 122% maiores.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A entrada em operação da nova unidade de inteligência aduaneira ampliará essas operações para outros segmentos do setor industrial mais afetados pelas importações.</FONT></P>
<P class=last><FONT face=Verdana><FONT size=2>(<EM class="first last">Luciana Otoni | Valor)</EM></FONT></FONT></P>
<P class=last><A href="http://www.valor.com.br/brasil/2515682/governo-aposta-em-em-central-para-coibir-importacoes-irregulares"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/brasil/2515682/governo-aposta-em-em-central-para-coibir-importacoes-irregulares</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3791</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Estilista vê mercado para sua linha no Brasil</title><description><![CDATA[ <DIV id=node-body class="n-content last">
<P><FONT size=2 face=Verdana>A estilista Elisa Palomino, que mostrou sua coleção de outono-inverno 2012\13 nessa edição da Mercedes-Benz Fashion Week Madrid, é uma das grandes apostas da moda espanhola para conquistar o mundo. Conhecida no circuito mundial da moda - já trabalhou com Moschino, John Galliano, Roberto Cavali e Diane von Furstenberg - ela investe em suas criações próprias há menos de dois anos, com vestidos delicadamente decorados e supercoloridos.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Os bordados feitos à mão, as estampas rebuscadas e as cores fortes são os pontos altos da coleção. E não faltam flores, peles e plumas.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Essa visão quase excêntrica da moda foi útil para auxiliar a estilista no desenvolvimento de coleções de alta-costura para a maison Dior, ao lado de Galliano. Além da Dior, Elisa trabalhou como diretora do estúdio de John Galliano por oito anos. Também foi vice-presidente de criação da marca americana Diane von Furstenberg. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A linha própria de Elisa, criada em 2010, está baseada em Londres, mas a produção é feita na Itália, pela necessidade de mão de obra especializada em artesanato. A estilista mantém 15 pontos de venda em multimarcas, concentrados sobretudo na Europa e no Oriente Médio. "Estou muito interessada em vender no Brasil. Acredito que o meu estilo funcionaria", diz Elisa, que visitou o país na abertura da primeira loja de Diane von Furstenberg. "Pude perceber que a brasileira investe em roupas boas e gosta de cores."</FONT></P>
<P><FONT face=Verdana><FONT size=2>De acordo com a estilista, a marca está crescendo, a pesar da crise europeia. "Para o tipo de roupa que faço, não há crise." Os vestidos de Elisa Palomino chegam ao consumidor final por até € 1.500. <STRONG>(VB)</STRONG></FONT></FONT></P>
<P><STRONG><FONT size=2 face=Verdana></FONT></STRONG>&nbsp;</P>
<P><STRONG><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Valor</FONT></STRONG></P>
<P><A href="http://www.valor.com.br/empresas/2516576/estilista-ve-mercado-para-sua-linha-no-brasil"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/empresas/2516576/estilista-ve-mercado-para-sua-linha-no-brasil</FONT></A></P></DIV> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3790</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Receita vai intensificar análise de importações </title><description><![CDATA[ <DIV id=node-body class="n-content last">
<P><FONT size=2 face=Verdana>A Receita Federal terá, a partir deste mês, uma unidade especializada para fiscalizar operações de comércio exterior, especialmente as importações. Será o Centro Nacional de Gerenciamento de Risco, com sede no Rio de Janeiro. Os alvos do Fisco são as compras suspeitas de falsa declaração de origem, prática de dumping (preço abaixo do normal) e mercadorias produzidas em outros países que chegam ao país com indícios de fraude nos preços.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A entrada maciça de importações direta ou indiretamente vinculadas a práticas desleais de comércio avança no Brasil à medida que o país amplia o volume de comércio exterior. "Esse aumento traz, em seu conjunto, práticas irregulares", disse o subsecretário de Aduana da Receita Federal, Ernani Argolo. Em 2011, as importações somaram US$ 226,2 bilhões, 24% acima do registrado em 2010. Simultaneamente, a Receita Federal computou alta de 16% nas apreensões de mercadorias contrabandeadas ou ingressadas no país por meio de práticas desleais de concorrência comercial.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>O Centro Nacional de Gerenciamento de Risco deverá ampliar o cruzamento de informações sobre as mercadorias que ingressam no país, de forma a identificar, com mais rapidez, as operações ilegais. Os fiscais atuarão em colaboração com representantes do setor privado.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Um trabalho preliminar iniciado com os setores têxtil e de calçados culminou nas operações "Panos quentes" e "Passos largos". Em ambas situações, fiscais e empresários trabalharam em conjunto na investigação de importações subfaturadas e com falsa declaração de origem, destinadas a burlar o recolhimento do direito antidumping (sobretaxas) aplicado a produtos fabricados na China.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>No ano passado, as apreensões de vestuário atingiram R$ 93 milhões, 35,7% acima do registrado em 2010. As retenções de calçados somaram R$ 10,6 milhões, 122% maiores.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Também em 2011, as receptações de mercadorias suspeitas de prática de dumping somaram US$ 277,6 milhões, resultado das apreensões de pneus, alho, PVC, alto-falantes, fibras sintéticas, ferros elétricos, tecidos e canetas esferográficas. Operações similares deverão abarcar outros setores, como o de brinquedos e a indústria farmacêutica.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>No balanço apresentado ontem, a Receita Federal informou apreensão recorde de produtos falsificados, contrabandeados ou ligados a fraudes comerciais. As maiores receptações foram de veículos (R$ 120,6 milhões, mais 14% em relação ao mesmo período no ano anterior), cigarros (R$ 114,5 milhões, ou 22% a mais), relógios (R$ 108,5 milhões, 135%), vestuário (R$ 92,9 milhões, 35,8%) e bolsas (R$ 61 milhões, 118%).</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Ernani Argolo comentou que houve uma mudança nas práticas de contrabando. Os contraventores, que usavam comboios de ônibus de turismo, passaram, nos últimos anos, a transportar as mercadorias em carros de passeio. No ano passado, 6 mil veículos foram interceptados, enquanto o número de ônibus bloqueados foi de 283. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A Receita Federal atua em 35 aeroportos, 34 pontos de fronteira e 209 recintos alfandegados em portos. Em 2011, as 1.260 ações fiscais resultaram em R$ 4,6 bilhões em lançamentos de créditos tributários.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Valor</FONT></P>
<P><A href="http://www.valor.com.br/brasil/2516806/receita-vai-intensificar-analise-de-importacoes"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/brasil/2516806/receita-vai-intensificar-analise-de-importacoes</FONT></A></P></DIV> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3789</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Haco desenvolve etiqueta inteligente para se diversificar</title><description><![CDATA[ <P><FONT size=2 face=Verdana>Para aumentar a competitividade e enfrentar a situação de desaceleração do varejo têxtil, a fabricante de etiquetas Haco está investindo em novas unidades de negócios voltadas para tecnologias de identificação de produtos. A companhia colocou no mercado as etiquetas com tecnologia de frequência de rádio. Sua meta é produzir cerca de 12 milhões de unidades neste ano, o que corresponderia a um faturamento de R$ 4 milhões. O produto vai guiar a estratégia da empresa de ampliar as tecnologias usadas em todo seu portfólio nos próximos anos.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>"Nossa ideia é investir em maquinário e desenvolver novas unidades de produtos que utilizem mais tecnologia. A etiqueta RFID será um dos maiores pilares da empresa", afirmou ao <STRONG>Valor</STRONG> o presidente da empresa, Alexander Stefan DattenlKremer.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>No ano passado, a Haco firmou uma parceria com a Valid, antiga American BankNote (ABNote) para criar uma nova forma de controle de mercadorias. A companhia passou a aplicar em suas etiquetas de tecido a tecnologia Valid, composta por um chip e uma antena capaz de captar informações por frequência de rádio. A ideia é que essa etiqueta possa substituir as atuais placas de alarme afixadas em roupas e calçados, para melhor controle de estoques e eficiência logística.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Para o desenvolvimento e produção das chamadas "etiquetas inteligentes", a Haco investiu R$ 3 milhões ao longo de oito anos. Cerca de um milhão de unidades por mês já são feitas na matriz da empresa, em Blumenau (SC). "Temos projetos de 150 milhões de peças por ano", afirmou o executivo. Dentro de cinco anos, espera-se que a etiqueta inteligente corresponda a 25% do faturamento da Haco.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A estratégia de desenvolvimento de tecnologias está relacionada com o baixo valor agregado das etiquetas, que pressiona as margens das fabricantes. No ano passado, esse fator foi somado à desaceleração das vendas no varejo e a maior concorrência com os importados asiáticos. Diante desse cenário, o faturamento da Haco recuou cerca de 10%, para US$ 90 milhões.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Hoje, a empresa tem capacidade de produção de 15,5 milhões de metros de tecidos por mês no Brasil. Com cinco unidades produtivas - incluindo uma em Portugal, com capacidade de 1,24 milhão de metros por mês - a companhia hoje opera utilizando cerca de 80% de sua capacidade. "Ano passado foi um ano difícil. Mas foi bom para a estruturação interna da empresa", contou DattenlKremer. Em 2010, a Haco iniciou operações em Hong Kong através de fabricantes terceirizados, para atender o crescimento de clientes globais com produtos fabricados na região.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>O executivo está no comando da Haco desde 2010, quando a gestão da empresa foi profissionalizada. Fundada em 1928 pela família Conrad, a companhia deve passar por uma reformulação, na qual a área comercial deve ser reforçada e a industrial será renovada, segundo DattenlKremer. Para ganhar em tecnologia, a companhia planeja investir 27% a mais neste ano, o que deve gerar um faturamento 30% maior do que o verificado no ano passado. A meta da Haco é dobrar o faturamento até 2015.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Valor</FONT></P>
<P><A href="http://www.valor.com.br/empresas/2516544/haco-desenvolve-etiqueta-inteligente-para-se-diversificar"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/empresas/2516544/haco-desenvolve-etiqueta-inteligente-para-se-diversificar</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3788</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Empresa aposta no público gay e cria 'cuelcinha', a calcinha para homens</title><description><![CDATA[ <P><FONT size=2 face=Verdana>Jovem começou a desenhar e vender lingerie masculina com ajuda dos pais.<BR>Marca quer atender filão pouco explorado no Brasil, diz empresária.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Foi para presentear um amigo que a jovem estilista Beatriz Rouce, 21 anos, fabricou sua primeira peça de lingerie masculina. "Eu tenho vários amigos homossexuais, e um dia um comentou que seria interessante se houvesse um produto como esse", conta a empresária de Americana, no interior de São Paulo.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>"Ele gostou, mais amigos pediram, e eu abracei a ideia", diz Beatriz, que viu no interesse do amigo uma oportunidade de se especializar e abrir a própria empresa.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Nasceram daí as "cuelcinhas" (de cueca + calcinha), batizadas assim por serem criadas para se adequarem à anatomia do homem, mas com todos os babados, rendas e delicadezas das tradicionais lingeries femininas. Hoje, ela contabiliza a venda de cerca de 50 peças por dia, confeccionadas por uma empresa de costura terceirizada. É dela, no entanto, a escolha dos desenhos, tecidos, aviamentos, acabamentos e moldes de toda a produção.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>O empreendimento contou com o total apoio dos pais de Beatriz. Donos há 23 anos de uma metalúrgica na cidade, eles financiaram a abertura, em outubro do ano passado, da Comum de Dois, empresa criada para a filha. Hoje, a mãe de Beatriz cuida também da administração da empresa ao lado de seu outro filho, Rodrigo, que é responsável pelos estoques, logística, emissão de notas fiscais e envio da mercadoria aos clientes.<BR><BR>"Meus pais viram uma oportunidade de crescimento e resolveram investir". Abriram um site na internet, procuraram quem fabricasse as peças e já começaram a receber pedidos e encomendas. As vendas acontecem por Skype e MSN e os produtos são entregues pelos Correios - tudo com a máxima discrição, garante a empresária. Os preços variam de R$ 40 a R$ 55.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A reação ao lançamento da marca, conta Beatriz, foi imediata - tanto dos consumidores quanto dos críticos. Nas primeiras semanas, a "cuelcinha" repercutiu nas redes sociais e o site chegou a cair por conta do alto e inesperado número de acessos. "Não precisamos nem fazer propaganda. Logo já estávamos em blogs e recebendo muitos comentários", conta a estilista.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A mãe de Beatriz e gerente da Comum de Dois, Edy Rouce, diz que o filão de homossexuais que gostam de usar peças de roupas femininas existe e é praticamente ignorado no Brasil. "Como empreendedores, é claro que pensamos no resultado. Mas tudo isso surgiu porque esse mercado é carente de coisas exclusivas para eles", diz Edy que, junto com a filha, planeja lançar uma nova linha de produtos no início de fevereiro, sempre ligada ao universo das roupas femininas. "Vamos manter esse conceito".</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Tanto na opinião da mãe quanto da filha, grande parte das críticas ao produto vem de pessoas que não entenderam o conceito da marca, destinada a atender um nicho específico de consumidores.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>"Não é um produto para homens heterossexuais, para o namorado de nenhuma mulher. É para um nicho dentro do público gay, e vi que em alguns momentos isso não foi compreendido. Mas não vou me esforçar para que isso seja entendido, quem é o público sabe", diz Beatriz.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Segundo Edy, a gerente, a marca oferece produtos que se diferenciam de itens vendidos em sexshops, dedicados a fetiches, porque a ideia é que as calcinhas sejam usadas também no dia a dia, a exemplo das mulheres. "Tem a vertente da noite, a que você usa para a balada. E tem aquela de usar para o escritório que não vai marcar nada, não vai denunciar nada. Um executivo, por exemplo, não vai gostar que apareça um lacinho. Tem modelos mais básicos", diz.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A jovem empreendedora, que até então acumulava no currículo alguns cursos técnicos e trabalhos pontuais na costura, diz que precisou pesquisar e aprender para desenhar as lingeries masculinas. "É difícil porque você tem que aplicar o conceito masculino, com a anatomia diferente, mais a parte da sensualidade". As redes sociais e a internet são as principais fontes de inspiração da empresária para saber das preferências do público e até do que é tendência nas lingeries femininas para aplicá-las às coleções. "É um público exigente, detalhista, que presta atenção no acabamento e vê para onde está indo o dinheiro dele".</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Justamente pelo inusitado dos produtos que fabrica, Beatriz entende que a seriedade na produção e no relacionamento com os clientes é fundamental para o crescimento da empresa. "É um trabalho sério, é muita responsabilidade. De não fazer feio, de não vulgarizar, de não me denegrir, nem aos meus clientes", afirma a empresária.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: G1</FONT></P>
<P><A href="http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/01/empresa-aposta-no-publico-gay-e-cria-cuelcinha-calcinha-para-homens.html"><FONT size=2 face=Verdana>http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/01/empresa-aposta-no-publico-gay-e-cria-cuelcinha-calcinha-para-homens.html</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3794</link><pubDate>3/2/2012</pubDate></item><item><title>Indústria muda plano de vendas à Argentina</title><description><![CDATA[ <P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>As novas medidas protecionistas que o governo argentino deve aplicar a partir de quarta-feira causaram incerteza entre as empresas que exportam para o país vizinho. Sem saber o real efeito que as mudanças podem ter nas vendas para a Argentina, algumas empresas começaram a alterar procedimentos de produção e exportação para o país vizinho.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>A fabricante de calçados West Coast, que tem 30% de sua exportação destinada aos argentinos, diz que após o anúncio das medidas recebeu duas encomendas do país vizinho, mas não colocou os pedidos em produção. A empresa tem 7.000 pares de calçados esperando liberação para desembaraço em território argentino desde outubro. A intenção era que os calçados fossem vendidos no Natal, conta o diretor de mercado da empresa, Eduardo Smaniotto. Segundo ele, outros 30 mil pares devem ser enviados aos argentinos, mas começaram a ser produzidos antes das novas medidas, em novembro.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>"Ainda não sabemos os efeitos práticos das novas exigências e nem como vão funcionar", diz o diretor, que planeja viajar nos primeiros dias de fevereiro para verificar pessoalmente a aplicação das medidas. Caso elas não afetem ainda mais os embarques para o país vizinho, explica Smaniotto, as encomendas dos argentinos passarão a ter prioridade na linha de produção para que os pedidos sejam atendidos a tempo.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>A principal mudança anunciada pelo governo argentino é a declaração jurada de importação. No documento, o importador deve declarar o que vai desembarcar e solicitar autorização para as operações. Há receio de que haja atrasos na liberação da importação ou no desembaraço de mercadorias.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>A Döhler, empresa catarinense que produz têxteis para casa, reduziu a fatia das exportações para 7% do faturamento como estratégia após a valorização do câmbio, mas ainda destina 32% das vendas externas à Argentina. "Já é difícil entender as regras em andamento, quanto mais as novas", comenta Carlos Alexandre Döhler, diretor comercial da empresa, que está tentando ser ágil para minimizar os efeitos da mais nova medida de controle argentina. "Não adianta dar murro em ponta de faca. Estamos tentando descobrir como funciona esse documento. Vamos tentar nos adaptar."</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>O protecionismo argentino já resultou, porém, em ajustes de produção na Döhler. "Um pedido de produto exclusivo que vem da Argentina agora só é processado depois que o nosso cliente consegue a guia de liberação. Depois de aceito, temos que dar preferência a essa encomenda, senão o cliente perde a licença." Além disso, diz Döhler, a área comercial da companhia agora procura exportar mais produtos da linha do mercado brasileiro, mesmo com alguma resistência dos argentinos. "Estamos procurando fugir das exclusividades." Antes dessas mudanças, mercadorias da Döhler já chegaram a ficar cinco meses barradas pela Argentina.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, acredita que as exportações mais prejudicadas serão as de produtos exclusivos, já que, caso eles fiquem retidos por um longo prazo, sua reinserção no mercado interno é muito mais difícil. "O mercado argentino é parecido, mas não é igual ao daqui", diz. Ele lembra que o produto brasileiro tem perdido mercado. "Há cinco anos, o Brasil representava cerca de 45% do que a Argentina importava de têxteis e confeccionados, e isso despencou para 23%."</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>A gaúcha Randon, que tem fábrica na cidade argentina de Rosário, possuía uma autorização de licença automática, que permitia à empresa embarcar componentes para o país vizinho sem dificuldades. O benefício, porém, expirou em 18 de janeiro, informa o diretor-executivo da divisão de implementos da Randon, Norberto Fabris. Segundo ele, a empresa espera conseguir manter os desembarques sem problemas na Argentina.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Fabris diz que há preocupação com a eventual demora para liberação da declaração de importação. "Se a autorização acontecer em prazo de 10 a 15 dias, não há problema. Mas, se demorar 60 ou 90 dias, ficaremos desabastecidos e teremos de parar a produção na Argentina", diz.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>A Randon exporta do Brasil cerca de US$ 20 milhões ao ano para a Argentina, entre componentes e implementos não fabricados no país vizinho. A fábrica argentina tem faturamento próximo a US$ 40 milhões. Desse valor, US$ 12 milhões são resultantes de vendas para o Brasil e outros países da América do Sul.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>O diretor da Randon lembra que em 2011 a empresa investiu US$ 5 milhões na fábrica argentina. Parte dessa aplicação deverá possibilitar a duplicação da capacidade de produção em Rosário. Fabris diz que a fábrica argentina já mantém 80% de nacionalização e emprega 160 pessoas. "Não seria de bom senso a Argentina aplicar uma medida que prejudique os investimentos produtivos."</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>"Ninguém sabe de que forma o governo brasileiro vai reagir. Existe uma grande preocupação", diz Ulrich Kuhn, presidente do Sintex, sindicato que reúne indústrias de tecelagem e vestuário de Blumenau (SC). A região, diz, vende cerca de US$ 40 milhões ao país vizinhos. Com o novo controle, esse comércio pode se reduzir pela metade, avalia ele. "Com restrições maiores, o cliente argentino já pensa duas vezes antes de fazer uma encomenda às nossas indústrias. Ele não sabe se vai receber. É uma compra de brincadeira."</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Diogo Serafim, gerente institucional da Assintecal, associação que reúne fabricantes de componentes para calçadistas, diz que, paralelamente às negociações dos governos dos dois países, representantes do segmento devem embarcar nos próximos dias para a Argentina para verificar as condições de exportação com as mudanças. A Argentina representa 23% do total exportado pelo segmento.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Valor</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><A href="http://www.valor.com.br/brasil/2511220/industria-muda-plano-de-vendas-argentina"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/brasil/2511220/industria-muda-plano-de-vendas-argentina</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3786</link><pubDate>1/2/2012</pubDate></item><item><title>Brasileiro da alta-costura prepara linha para a classe C</title><description><![CDATA[ <P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>A alta-costura francesa se tornou algo raro. Das mais de 60 grifes que existiam após a Segunda Guerra Mundial, restaram hoje, por razões diversas, apenas 11. E um brasileiro passou a integrar o seletíssimo grupo de estilistas de que podem utilizar a denominação "alta-costura", termo protegido por lei na França: o mineiro Gustavo Lins. Após conquistar espaço no concorrido mercado francês, ele irá agora utilizar seus talentos em projetos ligados ao Brasil.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Atualmente, ele negocia com uma marca brasileira, cujo nome prefere não revelar, a criação de uma linha de roupas que visa também o mercado internacional. A primeira peça de vestuário dessa parceria deverá ser lançada no final deste ano, contou o costureiro ao&nbsp;Valor. "Os artigos seriam inicialmente voltados para a classe A, mas a ideia é democratizar a coleção e fazer produtos de qualidade, em outras versões, para as classes C e D", afirma.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>O costureiro também realizará neste ano a formação de mão-de-obra têxtil no país, graças a um acordo já firmado com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Lins é o primeiro brasileiro e latino-americano a ter o status de membro permanente da Câmara Sindical de Alta-Costura da França, o que foi obtido em 2011 e acaba de ser renovado neste mês. Ocimar Versolato também havia feito desfiles de alta-costura em Paris, em meados dos anos 90, mas como "convidado".</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Formado em arquitetura, passo a passo (ou de fio em agulha, como diriam os franceses) Lins foi alinhavando sua trajetória na moda. Em meados dos anos 80, ele foi para Barcelona, na Espanha, fazer um doutorado em arquitetura. Mas, paralelamente, se inscreveu em um curso sobre as técnicas de base da costura. E optou definitivamente por essa profissão.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Ele se instalou em Paris em 1989 e entrou rapidamente na área. Durante 14 anos, trabalhou como modelista para as maiores grifes francesas: Jean-Paul Gaultier, Louis Vuitton, Kenzo, Balenciaga, entre outras. Em 2003, sem nunca ter estudado em uma escola de estilismo, ele decidiu criar sua própria marca, que leva seu nome, inicialmente com modelos masculinos. Pouco depois, veio a coleção feminina de prêt-à-porter. E desde 2007 o brasileiro já vinha participando dos desfiles de alta-costura como "convidado" da federação francesa.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Para Lins, ouvir o comentário de que seus modelos são "simples" é um "elogio", afirma. "A peça de alta-costura que leva centena de horas para ser realizada é algo que corresponde ao século 19." Ele prefere peças que possam ser usadas o dia todo. Os estudos de arquitetura são aplicados na moda. "Roupa tem de ser prática. É como uma casa onde você vive", diz Lins em seu ateliê, no bairro do Marais, em Paris.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>O quimono japonês, cujo corte estruturado sempre o fascinou, se tornou a referência estética de seus modelos nos últimos anos, tanto femininos quanto masculinos. John Galliano, ex-costureiro da Dior, comprou vários casacos desse estilo criados pelo brasileiro. Mas a geometria do quimono tende a se transformar e a desaparecer de suas coleções, conta Lins. Isso já foi visto em seu recente desfile de alta-costura parisiense, na semana passada. Vestidos, blazers e capas inspirados na Espanha podiam lembrar, indiretamente, peças de quimonos.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Os modelos de prêt-à-porter, que representam 80% de suas vendas, custam entre € 400 e € 3 mil e são encontrados em 25 lojas seletas - como a L Éclaireur, em Paris ou a Dantone, em Milão - em vários países da Europa e também nos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Kwait, entre outros mercados. As peças únicas de alta-costura custam entre € 5 mil e € 25 mil e são vendidas em seu ateliê parisiense.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>O brasileiro trabalha também com a grife Hermès em um projeto para reciclar lenços de seda com defeitos e retalhos de couro e transformá-los em novas peças. Ele ainda é consultor da Lacoste na área de modelismo industrial. Essas colaborações para grandes grupos permitem injetar recursos nos projetos e desfiles de sua própria marca.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Para Lins, é inevitável que uma marca de moda, para se expandir e ter maior visibilidade, se associe a um investidor financeiro ou grande grupo. É justamente o que ele busca atualmente, já que tem projetos de lançar sua grife nas áreas de perfumes, cosméticos, acessórios, sapatos e artigos para casa.</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana></FONT>&nbsp;</P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Valor</FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><A href="http://www.valor.com.br/empresas/2512844/brasileiro-da-alta-costura-prepara-linha-para-classe-c"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/empresas/2512844/brasileiro-da-alta-costura-prepara-linha-para-classe-c</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3785</link><pubDate>1/2/2012</pubDate></item><item><title>A Fiesp e as importações </title><description><![CDATA[ <P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Noticia-se que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) discutirá, a partir desta semana, o eventual apoio a uma paralisação geral dos trabalhadores contra as importações. Fará ela mal se assim proceder.&nbsp;<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>De que se trata? Algumas centrais sindicais e sindicatos – Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), e os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes – pretendem cruzar os braços e enviar um forte recado ao governo para impor barreiras às importações.&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Alegam as entidades que as importações estão promovendo a desindustrialização do País. Foi esse, aliás, o termo utilizado pelo senhor presidente da Fiesp ao encerrar encontro preparatório na Federação, quando afirmou que "todo o setor produtivo, empresários e trabalhadores, está de mãos dadas nessa briga para conter a desindustrialização da economia brasileira".&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Até o próximo dia 6, representantes de trabalhadores e empresários deverão apresentar propostas concretas contra a "desindustrialização". Faz sentido paralisar o País, mesmo que apenas por um dia, para brecar as importações? Que mal elas fazem e por que estão crescendo e "desindustrializando" o Brasil?<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Em 2011, o País importou 256 bilhões de dólares. Desse total, 59,8% dos produtos importados foram classificados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior como produtos industriais, seguindo a classificação da insuspeita Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Dentre os produtos industriais importados, de acordo com a mesma classificação, 40,3% correspondem a produtos industriais de baixa tecnologia, com destaque para alimentos, bebidas, tabaco, madeira e seus produtos, e papel e celulose.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>No outro extremo, as importações de produtos de alta tecnologia responderam por apenas 6,2% das importações industriais. Produtos das indústrias aeronáutica e aeroespacial constituem a categoria mais importante de importados tecnológicos. Segue-se a ela, em importância na pauta de importações de produtos de alta tecnologia, as da indústria farmacêutica.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>A parcela principal das importações de produtos industriais engloba bens das indústrias de média tecnologia, que respondem por 53% do total das importações de produtos industriais. Esses produtos são essencialmente bens de capital para a indústria e matérias primas industriais.&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Desagregadas as importações por sua natureza (industriais versus não industriais) e por grau de intensidade tecnológicas, a que conclusão necessariamente chegamos?<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><o:p><FONT size=2 face=Verdana></FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT size=2 face=Verdana>Primeiro, que as importações que poderiam causar "desindustrialização" compreendem, inicialmente, &nbsp;menos de 60% do total importado. Segundo, que as importações que poderiam comprometer nosso desenvolvimento industrial – as importações de bens industriais de alta tecnologia – correspondem a somente 3,7% do total das importações e 6,2% das importações industriais.&nbsp;</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Finalmente, &nbsp;a maior parcela das importações de produtos industriais, de média tecnologia, equivalem a mais da metade do total das dessas importações. Elas são indispensáveis à produção industrial do País, já que englobam bens de capital e produtos intermediários utilizados na produção industrial brasileira.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>É verdade que as importações estão crescendo muito. Em 2011, elas cresceram 26,8% relativamente a 2010. Contudo, as importações de produtos industriais cresceram menos com relação ano anterior (19,3%). E, dentre as importações industriais, as que mais cresceram foram as de média-baixa tecnologia (32,9%), enquanto as de alta tecnologia cresceram apenas 2,4%.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Por todas essas razões, fará bem a Fiesp em analisar detidamente os números das importações referentes ao seu próprio setor antes de engajar-se em uma causa cujos verdadeiros interesses ainda não estão claros.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT face=Verdana><FONT size=2>Porque uma coisa é certa: o principal impulsionador das importações é a valorização do câmbio. Não é necessário fazer reunião alguma para detectar esse fato, de resto público e notório. E a valorização do câmbio, por seu turno, tem a ver com o diferencial de juros praticado no País, que continua a atrair capitais de curto prazo e pressionando para baixo o câmbio.<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><FONT face=Verdana><FONT size=2><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt">&nbsp;</SPAN><STRONG><I><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt">Roberto Fendt é economista</SPAN></I></STRONG></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; BACKGROUND: white" class=MsoNormal><STRONG><I><SPAN style="FONT-FAMILY:  Arial , sans-serif ; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 9pt"><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Fiesp</FONT></SPAN></I></STRONG></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3787</link><pubDate>1/2/2012</pubDate></item><item><title>Mínimo reforça planos de parte da indústria</title><description><![CDATA[ <P class=first nodeIndex="1"><FONT size=2 face=Verdana>Após um ano ruim para a indústria em 2011 - com crescimento de apenas 0,3% sobre 2010 -, o aumento de 14% do salário mínimo pode estimular a produção em setores cujas vendas dependem mais da renda do que do crédito e dar um alento ao resultado geral no fim do ano. Levantamento do <STRONG class="first last">Valor</STRONG> com nove empresas dos setores de alimentos e bebidas, vestuário, cosméticos e motocicletas e três associações de indústrias indica que a maioria dos empresários está otimista com o reajuste, que elevou o valor do mínimo de R$ 545 para R$ 622 a partir de 1º de janeiro, e planeja produzir mais este ano para atender essa demanda extra. Cálculos de diferentes consultorias indicam que o mínimo vai injetar uma renda extra de R$ 60 bilhões na economia este ano.</FONT></P>
<P nodeIndex="2"><FONT size=2 face=Verdana>O setor de alimentos e bebidas - segunda maior indústria do país e empregadora de 1,54 milhão de pessoas em 2011 - deve ser um dos mais beneficiados com o aumento. Dos 4% a 4,5% previstos para o aumento da produção do setor em 2012, cerca de dois pontos percentuais devem vir apenas da alta do mínimo, segundo Denis Ribeiro, diretor do Departamento de Economia e Estatística da Associação Brasileira das Indústria da Alimentação (Abia), que reúne 45 mil empresas do segmento.</FONT></P>
<P nodeIndex="5"><FONT size=2 face=Verdana>Ribeiro aponta que a nova Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, mostrou que a família brasileira gasta, em média, 16% de seus rendimentos com alimentos. "Considerando a quantia a ser injetada na economia com o aumento do mínimo, 16% é substancial para o setor de alimentos", diz. Em 2011, a Abia calcula que a produção do setor aumentou 5% sobre 2010, número que não é a estimativa oficial da entidade para 2012, mas que pode ser alcançado caso não haja deterioração adicional do cenário externo, afirma o diretor. "A produção pode até crescer um pouco mais em função desse apoio do mercado interno."</FONT></P>
<P nodeIndex="6"><FONT size=2 face=Verdana>A General Brands, empresa cujo principal negócio é a fabricação de refrescos em pó e néctares (sucos prontos para beber), planeja incrementar a produção dessas duas bebidas este ano após ter dobrado a de néctares e ter elevado a de refrescos em 5% em 2011. "Essa injeção do mínimo é um prato cheio para o consumo", diz Isael Pinto, diretor-presidente da GB, que ainda não tem projeções fechadas para a produção em 2012, mas acredita que o faturamento da companhia vai avançar 20% este ano.</FONT></P>
<P nodeIndex="7"><FONT size=2 face=Verdana>Com uma fábrica em Guarulhos, a GB emprega cerca de 650 pessoas e também produz gelatinas, gomas de mascar, bebidas à base de soja, chás e sucos naturais. Pinto está mais otimista ainda com o mínimo porque seus produtos, vendidos em sua maioria em redes de supermercados, são líderes de mercado em boa parte do Norte e Nordeste, regiões onde o reajuste terá maior impacto na economia.</FONT></P>
<P nodeIndex="8"><FONT size=2 face=Verdana>A Ajinomoto - cuja linha ao consumidor é voltada para temperos, mas inclui sopas individuais, refrescos em pó e adoçantes - não divulga estimativas de produção separadas por área de negócio, mas acredita que o mínimo impactará toda a linha de alimentos, pois cerca de 80% de seus consumidores pertencem às classes C, D e E, segundo Chiara Tengan, gerente de marcas da companhia. "O aumento da renda da população sempre se reflete positivamente em nosso volume, pois além de permitir a entrada de consumidores de todas as classes sociais, contribui para que consumidores atuais elevem sua frequência de consumo", diz.</FONT></P>
<P nodeIndex="9"><FONT size=2 face=Verdana>Os setores têxtil e de vestuário também vislumbram um ano melhor em 2012, mas não só devido ao mínimo. Em 2011, segundo o IBGE, a produção nessas duas indústrias caiu 14,9% e 4,4%, respectivamente, em relação a 2010. Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o resultado negativo é explicado pelo aumento da parcela de importados no mercado, já que o consumo se manteve em alta. Pesquisa do Pyxis Consumo, ferramenta do Ibope Inteligência, aponta que cada brasileiro gastou R$ 583 com roupas em 2011, valor que deve subir para R$ 670 este ano.</FONT></P>
<P nodeIndex="10"><FONT size=2 face=Verdana>O presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, espera que, com a queda da taxa de juros, um câmbio menos valorizado que o de 2011 e a expansão da renda provocada pelo mínimo, a indústria nacional aumente sua participação no consumo desses produtos em 2012. "Se houver transferência de renda para importação, no entanto, estamos sendo ingênuos", pondera.</FONT></P>
<P class=last nodeIndex="11"><FONT size=2 face=Verdana>"A injeção de recursos no mercado é benéfica para todo mundo", afirma Carlos Alexandre Döhler, diretor-comercial da Döhler, empresa catarinense que fabrica produtos têxteis para casa. Por ter capital aberto, a companhia ainda não pode informar suas projeções para 2012, que devem ser divulgadas no próximo relatório trimestral à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A expectativa, no entanto, é positiva, antecipa o empresário, já que a Döhler é voltada para o consumidor das classes C e D. "Estamos prevendo para 2012 um  difícil ano bom . A produção vai ser um pouco maior do que em 2011 e continuamos fazendo investimentos", diz.</FONT></P>
<P class=last nodeIndex="11"><FONT size=2 face=Verdana></FONT>&nbsp;</P>
<P class=last nodeIndex="11"><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Valor</FONT></P>
<P class=last nodeIndex="11"><A href="http://www.valor.com.br/brasil/2512980/minimo-reforca-planos-de-parte-da-industria?destination=brasil/2512980/minimo-reforca-planos-de-parte-da-industria"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.valor.com.br/brasil/2512980/minimo-reforca-planos-de-parte-da-industria?destination=brasil/2512980/minimo-reforca-planos-de-parte-da-industria</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3784</link><pubDate>1/2/2012</pubDate></item><item><title>Inflação varejista no IPC-M acumula alta de 6,05%</title><description><![CDATA[ <FONT size=2 face=Verdana>A inflação junto ao consumidor medida pelo IPC-M acumula alta de 6,05% em 12 meses até janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Hoje, a FGV anunciou o IGP-M - sendo que o IPC-M representa 30% do total do índice.</FONT>
<P></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A aceleração na taxa do IPC-M, de dezembro para janeiro (de 0,71% para 0,97%) foi provocada por acréscimos nas taxas de variação de preços em três das sete classes de despesa pesquisadas. O destaque ficou com o avanço de preços em Educação, Leitura e Recreação (de 0,44% para 3,33%), pressionado por cursos formais 5,50% mais caros, no período. As outras classes de despesa que também apresentaram avanço em suas taxas de variação de preços foram Alimentação (de 1,24% para 1,47%) e Transportes (de 0,53% para 0,76%).</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Em contrapartida, houve desacelerações de preços em Vestuário (1,10% para 0,04%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,64% para 0,48%), Despesas Diversas (de 0,37% para 0,27%) e Habitação (de 0,38% para 0,32%).</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Entre os produtos pesquisados no varejo, as altas de preço mais expressivas em janeiro foram registradas em tomate (19,87%); curso de ensino superior (4,36%); e tarifa de ônibus urbano (1,61%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em limão (-30,24%); leite tipo longa vida (-1,32%); e passagem aérea (-6,39%).</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Já a inflação atacadista apurada pelo IPA-M acumula em 12 meses alta de 3,48% até janeiro segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP-M tem participação de 60% do atacado. Os preços dos produtos agrícolas acumulam aumento de 2,98% em 12 meses no setor atacadista. Já os preços dos produtos industriais registraram elevação de 3,67% em 12 meses.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 3,74% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram aumento de 2,86% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumularam elevação de 4,01% em 12 meses, até janeiro.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Entre os produtos pesquisados, as altas de preços mais expressivas no atacado em janeiro foram registradas em soja em grão (3,37%); milho em grão (5,21%); e mandioca - aipim (15,08%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado, em janeiro, foram apuradas em minério de ferro (-5,44%); aves (-7,47%); e bovinos (-3,52%). <BR clear=all></FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Estadão</FONT></P>
<P><A href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,inflacao-varejista-no-ipc-m-acumula-alta-de-605,100992,0.htm"><FONT size=2 face=Verdana>http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,inflacao-varejista-no-ipc-m-acumula-alta-de-605,100992,0.htm</FONT></A></P>
<P>&nbsp;</P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3783</link><pubDate>30/1/2012</pubDate></item><item><title>Tem também para eles</title><description><![CDATA[ <P><FONT size=2 face=Verdana>Moda masculina ainda se faz de peças clássicas e práticas, mas ganha modernidade com novos materiais e cortes</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Entra temporada, sai temporada, e no fim de cada semana de moda surge a questão: O que elas vão usar na próxima estação? Ora repaginadas, ora nostálgicas, as peças do guarda-roupa feminino sempre trazem surpresas. Mas e o deles? Poucos dias após o encerramento da São Paulo Fashion Week Inverno 2012, a pergunta fica: O que os homens vão usar? </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana></FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>É fato que, tirando o trio paletó, calça e camisa, e suas variações, não há muito mais itens a reinventar, desconstruir ou revisitar na moda masculina. Que o digam os estilistas brasileiros que investem em coleções exclusivas para homens. João Pimenta, Alexandre Herchcovitch, Mario Queiroz, que agora também traz desfile misto, tiveram de bordar muito para propor novidades para eles. "A brasileira evoluiu muito, mas o homem nem tanto. O brasileiro ainda associa a forma de vestir com a questão da sexualidade. Só aos poucos está mudando", comentou Herchcovitch com o Estado, logo após seu desfile. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Para o inverno 2012, ele trouxe uma proposta que vai ao encontro das ideias das grandes grifes internacionais, que há pouco apresentaram suas novas coleções na Milano Moda Uomo (semana de moda de Milão dedicada à moda masculina). Grifes como Prada, Burberry e Alexander McQueen mostraram leitura contemporânea de clássicos do vestuário masculino. Ternos e paletós continuam, mas ganham novos tecidos e texturas, cortes mais justos e arrojados. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>De volta ao cenário nacional, Herchcovitch, que foi educado em colégio israelita, levou para a passarela do último dia de SPFW o modo peculiar de se vestir dos judeus ortodoxos. As franjas que davam movimento aos looks eram referência aos tzitzit (as franjas dos tradicionais talits, xale religioso que é usado debaixo da roupa escura). O recurso tem ótimo efeito e tira a sisudez de looks tradicionais.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Já João Pimenta, que para este inverno propõe o estudo de materiais e formas dos séculos 17 e 19, queria brincar com o recorte do terno e com a imagem do médico e monstro que cada um tem. Foi procurar inspiração no Steampunk, movimento que evoca ícones do passado para construir um novo presente. E é exatamente o que o estilista fez em seus ternos, saias longas, golas imensas, degagés, drapeados nas calças, grandes botões, reinventando o terno. "É uma peça tão básica e careta sempre. Queria brincar com isso e continuar fazendo moda muito masculina", contou Pimenta que, focado na alfaiataria, precisava do couro para criar as peças que remetiam a uma vestimenta masculina rústica e fashion. "Eu, que sou contra o uso de peles, tentei inicialmente usar couro sintético. Mas fui pesquisar sobre isso e cheguei à conclusão de que o couro sintético é feito de PVC. É plástico. Ou seja, nada ecológico. Então, voltei para o couro natural. De qualquer forma, esta questão da pesquisa de materiais, e da pele, ainda precisa ser mais discutida." </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Mais debatida também necessita ser a inovação no campo da moda masculina. Se Herchcovitch e Pimenta subvertem o clássico para propor algo novo, é fato que a pesquisa de tecidos específicos para os homens ainda engatinha. Além do couro, Pimenta queria usar tecidos e lãs de aparência rústica para reproduzir o aspecto dos teares antigos, mas teve de desenvolver os próprios tecidos com artesãos do Nordeste. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Já Herchcovitch não atribui tanto peso à pesquisa de materiais exclusivos para homens. "Invisto sempre no estudo de tecidos em geral, seja masculino ou feminino. Não busco um  tecido masculino , mas sim matéria-prima boa. O que muda para o homem é o corte, a aplicabilidade das roupas. Moda masculina é mais prática", comentou ele, cujas peças favoritas em seu desfile eram os casacos de nylon que, contrapostos com formas mais clássicas dos ternos e camisas, ganhavam ares contemporâneos. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Já na moda  pronta para levar , o guarda-roupa masculino não poderá prescindir de um bom terno neste inverno. Eles chegam em cortes clássicos e também mais arrojados, como fez Pimenta, que criou modelos com botão único e corte em diagonal. A Ellus investiu no corte clássico e na texturização do leather denim, jeans desenvolvido pela marca que se parece couro. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Na lista dos clássicos, o pulôver de tricô continua em alta. Mas pode ganhar novas leituras como a da Osklen, que o traz em modelagem ampla e cores fortes. Já as calças chegam ora retas (mas não skinny) e ora  cenoura  (mais larga na cintura e no cós e justa na perna), como propõe a Cavalera. Entre tanto classicismo masculino, é boa opção para os mais modernos. </FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Estadão</FONT></P>
<P><A href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tem-tambem-para-eles,828672,0.htm"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tem-tambem-para-eles,828672,0.htm</FONT></A></P>
<P>&nbsp;</P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3782</link><pubDate>30/1/2012</pubDate></item><item><title>Quem 'protege' o consumidor? </title><description><![CDATA[ <P><FONT size=2 face=Verdana>O forte crescimento do comércio exterior nos últimos anos tem motivado diversas iniciativas protecionistas de setores da indústria brasileira. Esses segmentos, em geral, ignoram os interesses dos consumidores. É consenso entre os analistas que as medidas de proteção aplicadas pelo governo na importação provocam aumento do preço do produto nacional. E quem acaba pagando é o consumidor brasileiro, especialmente o de baixa renda.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana></FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Essa foi a principal razão que levou a Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior (Abece) a sugerir ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a inclusão obrigatória e permanente, na atual revisão do decreto de defesa comercial, de entidades que respondam pelos interesses dos consumidores.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Uma adequada proteção da produção nacional já existe por meio do Imposto de Importação, que para determinados setores chega até ao máximo permitido em acordos internacionais: 35%. Isso significa que o produto importado paga um imposto que estabelece margem de proteção elevada já na entrada do produto. Como os demais impostos incidem em "cascata", serão sempre maiores sobre o produto importado. Com o frete internacional e os altos custos portuários brasileiros, a proteção tarifária existente no País implica, na prática, encarecimento de cerca de 50% ou mais do produto importado em relação ao nacional.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Isso não parece ser suficiente, na opinião de alguns segmentos, que pedem a adoção de outras medidas para dificultar ainda mais a importação. As sugestões vão de controles burocráticos até o encarecimento tributário das importações, como a licença não automática, controle de preços, alteração da forma da cobrança de impostos e adoção de barreiras técnicas. Um dos objetivos não declarados dessas iniciativas é o de degradar o ambiente de negócios. As dificuldades passam a ser tantas que o importador acaba por abandonar operações contratadas com fornecedores de outros países.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>São medidas que contrariam acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário. Contrariam, inclusive, os tratados do Mercosul, que já têm sido afetados em razão de medidas protecionistas. E prejudicam a imagem do Brasil no exterior. Não é fácil se livrar do viés protecionista, que tem profundas raízes históricas, decorrentes de décadas do esforço de substituição de importações - programa que, como se sabe, produziu excelentes frutos, mas esgotou-se a partir da crise dos anos 80 e da inserção competitiva da economia brasileira no mercado mundial.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>O exemplo mais recente do estágio protecionista é a possível modificação na forma de cobrança do Imposto de Importação do vestuário. No governo Lula foi feito grande esforço para convencer os parceiros do Mercosul a aprovar a elevação da alíquota desse imposto para 35%. A alíquota protege produtos de menor e de maior valor unitário. Os consumidores das diferentes faixas de renda estão sujeitos ao mesmo tratamento.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), que representa as grandes redes do varejo têxtil e vestuário nacionais, demonstrou recentemente que, caso seja adotado o sistema ad rem (valor fixo por quilo do vestuário), o principal prejudicado será o consumidor de baixa renda. Ao comprar um vestuário importado, esse consumidor passará a pagar um imposto proporcionalmente bem mais alto do que o consumidor que adquire uma roupa de grife. O consumidor de maior poder aquisitivo passará a pagar um imposto menor. Haverá estímulo à importação de vestuário de grife, destinado a classes de maior poder aquisitivo.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>A indústria brasileira não necessita de processos tão contundentes de proteção adicional, especialmente setores que já contam com elevado Imposto de Importação. A ampliação das medidas protecionistas pode acentuar um processo de acomodação, tornando dispensável o desafio de novos investimentos na inovação e na busca de maior eficiência.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Estadão</FONT></P>
<P><A href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,quem-protege-o-consumidor-,827860,0.htm"><FONT size=2 face=Verdana>http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,quem-protege-o-consumidor-,827860,0.htm</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3781</link><pubDate>30/1/2012</pubDate></item><item><title>Brasileira cria biquíni que evita "ajeitadinha no bumbum" e faz sucesso entre as americanas</title><description><![CDATA[ <P><FONT size=2 face=Verdana>Apesar de muitos considerarem charmosa a “ajeitadinha” que as mulheres dão na calcinha para evitar que o biquíni revele demais, uma grife desenvolveu um modelo com a intenção de acabar com esse incomodo feminino na praia. Com uma modelagem que realça as curvas e já é sucesso entre as americanas, a linha “ripple”, da marca Vix, chegou ao Brasil e é aposta para o verão 2012.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Franzido nas laterais, com elástico central que dá um efeito drapeado na parte traseira da calcinha, a peça faz um desenho em formato de coração no bumbum e evita que fique cavada demais. A criação é da empresária capixaba Paula Hermanny, que fez o caminho inverso no mundo da moda praia: lançou primeiro sua grife nos Estados Unidos e só agora começa a vender no Brasil.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana><IMG border=0 alt="" src="http://www.sindicatosp.com.br/upload_folder/untitled3.bmp" alignment=""></FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>“Há 10 anos fui morar na Califórnia para estudar. Quando ía à praia, minhas amigas americanas ficavam loucas com os meus biquínis, então comecei levar modelos brasileiros para vender”, conta Paula. “Mas quando elas experimentavam, achavam ousados. Eu já sabia um pouco de costura e comecei a adaptar as peças”.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Não demorou muito para Paula começar a criar seus próprios biquínis e abrir loja. Os modelos com cara de brasileiro, mas com medidas comportadas para os padrões americanos, conquistaram famosas como as atrizes Cameron Diaz, Demi Moore, Sienna Miller e a cantora Beyoncé - todas fotografadas usando alguns dos modelos nas praias.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>“Acho que a Jennifer Aniston foi a primeira a ser clicada por paparazzi usando um Vix. Depois disso, a procura disparou”, conta Paula. “Até hoje não sei como um biquíni meu foi parar na mão dela... Nunca a vi na loja”.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Segundo a empresária, o modelo “ripple” nasceu de mais uma das tentativas de criar um biquíni com cara de brasileiro, mas na medida para as americanas. “Acho engraçado a relação que elas têm com o biquíni. Ou vestem aquelas calçolas da vovó ou aquele modelo ‘g-string’, que é uma calcinha bem mais escandalosa que o nosso fio-dental”.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Lançado há dois anos, o “ripple” é um dos campeões de venda lá fora e costuma vestir as modelos que estampam os ensaios da Sports Illustrated - revista esportiva, mas considerada uma divulgadora de tendências de moda praia.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>“Em dezembro passado acabaram todos na loja! Se a Gisele Bündchen chegasse na loja querendo comprar o ‘ripple’, eu passaria vergonha, porque não teria no estoque”, brinca Paula.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Em território nacional o biquíni começou a ser vendido neste verão em lojas multimarcas e no site da grife a R$ 270. “Estou curiosa para ver se as brasileiras vão aprovar. Afinal, autoridade em biquíni somos nós!”, diz a capixaba.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Verdana>Fonte: Uol</FONT></P>
<P><A href="http://estilo.uol.com.br/moda/ultimas-noticias/redacao/2012/01/27/brasileira-cria-biquini-que-evita-ajeitadinha-no-bumbum-e-faz-sucesso-entre-as-americanas.htm"><FONT size=2 face=Verdana>http://estilo.uol.com.br/moda/ultimas-noticias/redacao/2012/01/27/brasileira-cria-biquini-que-evita-ajeitadinha-no-bumbum-e-faz-sucesso-entre-as-americanas.htm</FONT></A></P> ]]></description><link>http://www.sindivest.org.br/content/news/News_Item.asp?content_ID=3779</link><pubDate>27/1/2012</pubDate></item></channel></rss>
